terça-feira, 29 de novembro de 2011

Isabel Solé


          




ISABEL SOLÉ

Espanhola, professora do departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação na Universidade de Barcelona, na Espanha, reside em Barcelona.
Para esta especialista, o professor tem o papel de ajudar na formação de leitores autonomos ao apresentar e praticar as ações fundamentais para a interpretação. (revistaescola)

Disponibilidade para a aprendizagem e sentido da aprendizagem (Isabel Solé)

A aprendizagem é motivada por um interesse, uma necessidade de saber. Mas o que determina esse interesse, essa necessidade? Não é possível elaborar uma única resposta a essa questão. No entanto, um bom caminho a seguir é compreender que além dos aspectos cognitivos, a aprendizagem envolve aspectos afetivo-relacionais. Ao construir os significados pessoais sobre a realidade, constrói-se também o conceito que se tem de você mesmo (autoconceito) e a estima que se professa (autoestima), características relacionadas ao equilíbrio pessoal. O autoconceito e a auto-estima influenciam a forma como o aluno constrói sua relação com os outros e com o conhecimento; reconhecer essa dimensão afetivo-relacional é imprescindível ao processo educativo.
Segundo Solé (1998), para que uma pessoa se envolva em qualquer atividade de leitura, é necessário que ela sinta que é capaz de ler, de compreender o texto tanto de forma autônoma, como apoiada em leitores mais experientes. Enfatiza que a leitura de verdade é "aquela que realizamos os leitores experientes e que nos motiva, é a leitura na qual temos controle: relendo, parando para saboreá-la ou para refletir".


O que é ler

Para a autora a leitura é um processo de interação entre o leitor e o texto (Solé, 1987ª), para esse processo procura-se atender aos objetivos que conduzem sua leitura.
Diante desta afirmação percebem-se algumas conseqüências, como a existência de um leitor que confere e analisa o texto, para tanto há a necessidade de sempre haver um objetivo para guiar a leitura, ou seja, para que lemos, sempre lemos para uma finalidade. São muitos os objetivos que levará o aluno a se posicionar diante do texto.
Outra conseqüência da afirmativa é que a compreensão que um leitor tem do texto lido depende em grande parte do objetivo da leitura, ou o para que ele esteja lendo.
Ainda com relação à afirmativa citada acima sobre o que é ler, a autora ressalta que o leitor constrói o significado do texto. Isto quer dizer que o significado que um “escrito tem para quem ler não é uma tradução ou resposta oportuna do significado que o próprio autor do texto quis passar, mas uma construção que abrange o texto”.
Terminando esta descrição das sugestões de definição sobre o que é ler, a autora destaca “que é essencial que com exceção de informações muito determinadas, a leitura sempre envolva a compreensão do texto escrito’”.
Segundo a autora para ler é preciso dominar as habilidades de decodificação e aprender as distintas estratégias que levam á compreensão, e que a leitura seja um processo constante de emissão e verificação de hipóteses que leva á construção da compreensão do texto. (Sole,1998)


A leitura na escola

Sobre este aspecto a autora destaca que o problema do ensino da leitura na escola não se estabelece na condição do método, mas na própria conceitualização do que é a leitura e da forma como os professores vêem ou avalia, da posição que ocupa no Projeto Curricular da Escola, dos meios que se tem para favorecê-la de forma natural, das propostas metodológicas que a escola adota para ensiná-la. (Sole, 1998)

A leitura, um meio para a realização da aprendizagem.

Na visão da autora, podemos considerar que a partir do Ensino Médio, a leitura é um dos meios mais importantes na escola para a consecução de novas aprendizagens. É claro que isto não significa que não seja importante insistir no seu ensino.
No entanto, ela afirma que a partir do Ensino Médio a leitura parece seguir dois caminhos dentro da escola: um deles espera que as crianças e jovens aperfeiçoe sua habilidade, se familiarizando com a leitura e adquirindo o hábito de ler, no outro caminho os alunos a utilizarão para buscar novos conteúdos de aprendizagem nas várias áreas do conhecimento que formam a grade curricular da escola. (Sole, 1998)






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Obras da autora:
     

          
                                
    


                        



  


REFERÊNCIAS

GOOGLE. Imagem e biografia de Isabel Sole. Disponível em: http://www.revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/isabel-solé-leitura-exige...  > Acesso em: 17 de novembro. 2011

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